Agora é você quem faz a notícia

Qual o papel do eleitor nesse processo que ganha, agora, um novo aliado de campanha – a web?

Jornalismo colaborativo prima pela maior participação da audiência na produção de conteúdo, sobretudo na internet. Essa nova maneira do “fazer jornalístico” exige do jornalista que ele tenha capacidade de fazer parte do processo onde não mais existe um comunicador e a massa receptora de informação, caracterizando-se  pela maior liberdade na produção e veiculação de notícias, já que não exige formação específica em jornalismo para os indivíduos que a executam.

Esse novo conceito de jornalismo, ainda passa por adaptação e ainda levanta dúvidas de como dever ser adotado pelos grandes veículos de comunicação. Mas na web já notamos uma maior aceitabilidade. Grandes portais brasileiros de notícias utilizam fotos, vídeos e até mesmo textos enviados pelos internautas.

Nas eleições 2010, o eleitor, que tenha interesse e se identifica com a informação, poderá participar e reportar informações precisas que as vezes se tornam ocultas devido a restrição de alguns veículos de comunicação e propagandas políticas.

Existem várias idéias inovadoras, dentre elas a organização e  a aplicação de um software que permitirá aos brasileiros reportarem sobre as eleições de 2010 no Brasil, criado pelo bacharel em Turismo Diego Casaes e a jornalista Paula Góes.

De acordo com os jornalistas, com essa aplicação, e com algumas modificações e movimentação de uma rede de voluntários, queremos estabelecer um cenário no qual o cidadão brasileiro possa ir muito além do direito de voto e documentar suas perspectivas individuais ao curso de um evento que, por mais que se repita a cada dois anos, é sempre diferente e rodeado de esperança por uma mudança de paradigma.

Com base no  Ushahidi, uma combinação da API do Google Mapas e algumas outras funcionalidades que permite ao indivíduo de posse de tecnologias de informação e comunicação enviar relatos (texto, fotos, vídeos, SMS) que já foi utilizado no México e Moçambique, foi criado o Eleitor 2010 um projeto de mídia cidadã e crowdsourcing que procura promover a participação popular na cobertura das eleições. O espaço é dedicado justamente à discussão do tema e tem como objetivos a educação, politização e conscientização do público.

Existem inúmeros sites e blogs que abraçaram a iniciativa do jornal colaborativo, e a tendência é de que no Brasil o número de adeptos aumente consideravelmente, até porque é uma nova porta de entrada para os quem começa a decidir o futuro do país há muito pouco tempo. Para os eleitores de “primeira viagem” a eleição não tem tanta importância, porque geralmente está associada à propaganda política, sem objetivo e expectativa. A influência da web e o formato do jornalismo colaborativo, que aproxima o jovem da notícia, pode contribuir muito e gerar maior interesse daqueles que não tem tanto acesso a todas as informações que podem provocar o interesse. Porém, é importante lembrar de que é necessário um equilíbrio na prática colaborativa.

O jornalismo colaborativo chega e pode mudar o formado da cobertura nas eleições 2010. Com a sua contribuição o eleitor irá tomar a melhor decisão.

 

Mais informações acesse:

http://blog.eleitor2010.com/2010/04/24/eleitor-2010-transcendendo-o-poder-de-voto/

– no twitter: @Eleitor_2010
– no flickr: http://www.flickr.com/groups/eleitor2010/
– no orkut: http://www.orkut.com/Main#Community?cmm=100751259
– no facebook: http://www.facebook.com/Eleitor2010

 

Links relacionados a Jornalismo colaborativo:

http://www.votocerto.com/

http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=422ASP010

http://www.diariopopular.com.br/site/content/noticias/detalhe.php?id=11&noticia=16733

A realidade das empresas mudou por meio dos avanços tecnológicos, o mundo corporativo adere aos novos formatos de marketing, que incluem as redes sociais. As empresas utilizam esses meios para divulgação própria e até mesmo de seus produtos.

Entre as redes sociais mais conhecidas estão OrkutTwitter, Facebook, Ning, Flickr, Youtube. Existem outras redes menos famosas como Yammer, diHITTRec6Linkk, Linkedin e o Uêba . Segundo texto de Bruno de Souza, o Estudo da Consultora de relações públicas Burson-Marsteller comprova que o twitter é o preferido pelas multinacionais com 65%, já o Facebook ocupa o segundo lugar com 54%, Youtube em terceiro com 50% e  ocupando 1/3 do total, 33% utilizam um blog corporativo. Souza acredita que “as empresas estão começando a usar redes sociais como parte de suas estratégias de comunicação, entendida em seu sentido mais amplo e não apenas sobre estratégias de marketing ou publicidade como sendo algo focalizado.”

 Na Veja,  já existe a utilização do Twitter e Facebook, mas segundo o responsável pela área de mídia social da revista, Rafael Sbarai “a empresa tem a ideia de se tornar-se ubíquo” – estar presente o tempo todo e em toda parte. Sbarai acrescenta que querem adaptar o conteúdo da Veja às outras redes, mas sempre com o princípio de distribuir, dialogar e ouvir.

As redes sociais são utilizadas sem nenhum gasto, tornando assim uma estratégia de economia de verbas. Mas para Antonio Mafra “profissionais estão confundindo o papel das redes sociais”. Ele acredita que em primeiro lugar é necessário utilizar a rede, para depois procurar respostas prontas, como se existisse uma receita.

As redes sociais além de funcionarem como divulgação da empresa, podem ser também uma ferramenta para criar ambientes de ideias, onde os funcionários poderão se expressar e quem sabe até, gerar conteúdos inovadores.  O administrador de banco de dados, Bruno Faria complementa que “adotar redes sociais dentro das empresas potencializa a geração de inteligência coletiva, além de descobrir pessoas talentosas”.

Para empresas que ainda não utilizam as redes sociais como um meio de comunicação e divulgação, é importante buscar conhecimentos para inserir-se.  E o resultado será vísivel para todos: a empresa está  atualizada com os avanços tecnológicos.

Embora a decisão do TSE- Tribunal Superior Eleitoral que institui que a propaganda eleitoral inicie a partir de 6 de julho de 2010, na internet  a campanha foi autorizada e não terá censura. Contudo, ainda estamos com pré-candidatos que já se intitulam como concorrentes ao cargo de Lula.

Segundo o professor de marketing Ronaldo Hofmeister, a internet será um grande canal de comunicação entre candidatos e eleitores, pois hoje o número de internautas no país é muito grande, cerca de 67 milhões.

Entre candidatos presidenciáveis mais notórios: @dilmabr, @joseserra_ , @marina_silva, @CiroFGomes e os outros menos conhecidos (@MarioOliveira70, @Eymael, @AmericoPSL, @zemaria_pstu, @levyfidelix) usam seus perfis de maneiras diferentes. E essa participação no twitter foi citada no Tecnoblog.

Além da agenda, homenagens às personalidades, lembranças de datas comemorativas é possível ver ainda, discussões sobre a opinião de cada um deles sobre diversos temas.

No perfil de José Serra tem posts sobre reeleição, INEP, exílio, nordeste e justifica que não leu as mensagens do dia e que responderá depois, ele quer realmente marcar presença e responder a todos. O pré-candidato tucano participa de bate-papo com brasileiros fora do país via Twitter, mais um investimento para atrair os eleitores que tem até o dia 5 de Maio para se cadastrar em um dos 146 municípios eleitorais no exterior.

Já Marina Silva, fala de suas viagens, dos inúmeros voos pelo Brasil, dos problemas que percebe na luta dos excluídos, como os índios macuxi, CUT, a reserva Raposa do Sol, o Educafro e Chico Mendes. Bem superficial.

A pré-candidata do PT Dilma Rousseff não deixou por menos. Responde a perguntas de blogueiros e twitteiros no exterior, como parte das ações para divulgar seu blog.

Leonardo Sobel  criou uma lista no seu twitter com quatro candidatos, em sua biografia ele se descreve como engenheiro, especialista em aviação civil, casado, turista, tetra campeão pernambucano, ambientalista, ouvinte e preocupado. Como que percebemos, ele não é um analista político ou jornalista e sim, preocupado e interessado em colaborar com um país mais
consciente.

Ainda no twitter, existe uma movimentação para que os votos sejam nulos, @Sr_nulo, uma manifestação que reflete a insatisfação dos eleitores brasileiros.

A web é espaço sem regras, em que todos tem voz e a sua vez!

Mais informações acesse http://www.tse.gov.br

Novo layout, boxes coloridos, muitos vídeos e janelas de publicidade em destaque, são as mudanças vistas no novo site do Estadão.  Será que essas mudanças facilitam a leitura?  

As novidades atraem novos e antigos leitores. Uma nova diagramação é capaz de inovar a proposta de um site jornalístico, trazendo mais dinamicidade, equilíbrio visual que servem como suporte das informações. Eduardo Vasques, jornalista do Grupo TV 1 acredita que esse “tipo de modificação sempre traz algo positivo para o leitor,deu mais destaque para fotos,conseguiu distribuir melhor as informações na home.”

Como leitores, buscamos notícias diárias, nacionais e internacionais no site do Estadão, percebemos que as mudanças no layout acabam confundindo, devido à má distribuição de colunas, misturados com os textos em cores diferentes. Além das várias janelas de publicidade, que contribuem ainda mais com a poluição visual.

Eduardo questiona com relação aos elementos da primeira página que  “ao mesmo tempo que é mais funcional, o scrolll é muito grande e o formato de caixinhas ajuda a distribuir a informação, mas ainda pecam pela grande quantidade de dados na primeira página .Ele complementa “o fundo azul é muito frio para uma home.”

Ao contrário do que notamos  o  jornalista do Grupo TV 1  afirma que “Eles adotaram um padrão diferenciado, o que pode ser prejudicial. Mas hoje as agências facilmente se adaptam a novos formatos, acho que está de acordo. Não podemos deixar de considerar que eles ainda vivem à base da publicidade e não de assinaturas, ainda mais nos meios digitais”.

Os hiperlinks, tão importantes dentro do texto por deixá-lo mais objetivo e por abrir outras opções de fontes ao leitor, não estão presentes no decorrer das reportagens.  Como aborda Eduardo:

– Às vezes eles seguem aquele modelo de destacar somente o que dá audiência pára-quedas (escrever sobre tal assunto que é próprio para atrair visitantes que não são os tradicionais do portal). Canso de ver matérias em portais falando de tecnologia, internet e eles não dão link para lugar algum. Acho o cúmulo quando isso não acontece –

Outra questão que percebemos trata-se do espaço reservado para os comentários, que pouco se distingue da matéria principal. A fonte utilizada é similar, com tamanho maior que o da reportagem em destaque. Além disso a fonte da home é diferenciada das reportagens, existe uma variação de fonte.

É importante que o jornal se preocupe com a aparência, no entanto uma apuração mais profunda é essencial, porque através dela se proporciona ao leitor reportagens com mais credibilidade. Vaques concorda afirmando que “a maior mudança dos jornais online não precisa ser gráfica ou visual, mas os fatos estão ficando monótonos com as apurações apenas por telefone e pela própria web.”

 

 

Como definir uma ferramenta tão nova e ainda pouco utilizada?Uma nova forma de fazer jornalismo on-line com suportes lúdicos que atrai aos jovens, trata-se da adaptação da narrativa do tradicional jornalismo ao plataforma de games.

Procuramos conceitos, referências no Brasil e também no exterior. E um nome aparece como top no Google: Tiago Dória. Ele cita os primeiros newsgames disponíveis na internet, dos jogos Play Madrid, do El Pais e Food Import Folly do New York Times.

Tiago acredita que uma das características mais importantes dos newsgames é o caráter educacional e lúdico de volta ao jornalismo. Não acredita que veio substituir os outros formatos mas, é apenas mais uma forma de apresentar notícias.

Outro nome que aparece relacionado aos newsgames é Fred Di Giacomo que é dono do blog Memórias de um Perdedor. Fred afirma que esta ferramenta faz o elo entre o entretenimento e a informação. “Você explora a linguagem da maior indústria do entretenimento (Sim os games estão dando mais dinheiro que o cinema) e suas múltiplas possibilidades”, diz Giacomo.

Dória qualifica que os newsgames podem se tornar mais interessantes se tiverem um meio mais acessível, como por exemplo, o mobile para em qualquer lugar que você esteja possa receber a notícia em tempo real e descontraída.

Estamos em uma Nova Era da Informação ou chegaremos na Era da Pós-Informação. Perguntas complexas que provocam o pensamento para as dualidades de Passado x Novo, do Antigo x Moderno. Vivemos na convergência digital que todos os aparelhos do passado se amontoaram num canto da nossa casa e, precisamos apenas de um celular para assistir TV, conectar-se, ouvir rádio, gravar vídeos, enviar mensagens ou a menor das funções falar.

As mudanças ocorridas nas últimas décadas trouxeram conforto, qualidade, praticidade e rapidez. E por falar em rapidez, chegamos ao novo modo de fazer as notícias circularem: o Jornalismo on-line, convergente, e-jornalism ou ciberjornalismo  vários termos que assinalam esse futuro da informação, que estará disponível na palma de sua mão e,  você pode ler o seu jornal ou revista com vídeos numa tela – iPad ou Tablet (ainda não  disponível no mercado brasileiro). Assista um exemplo de uma revista esportiva com todas as funcionalidades aplicadas para o Tablet.

Entrevista com Joana Ziller, coordenadora do curso de Jornalismo Multimídia do Centro Universitário UNA, destaca: “A idéia de mídias locativas (leia mais no blog do André Lemos) também ganha força nos últimos anos, principalmente com as possibilidades de realidade aumentada. Se pensarmos em termos de modelo de negócio, de maneira mais ampla, há outras questões relevantes, como a possibilidade de micropagamentos e os gadgets no estilo e-book, que aproximam o impresso do on-line.”

Com todas essas inúmeras possibilidades, os novos desafios se constituem nos processos de produção,  difusão da notícia e na formação profissional. Esse futuro não está muito distante e, os jornalistas que estão sendo formados nas faculdades devem se adaptar para essas mudanças.

Para entender o que acontece por detrás do fenômeno passamos ao conceito. Joana Ziller afirma: “A convergência (ou, como está na moda dizer hoje, transmidiação) é a idéia central do jornalismo multimídia.

Segundo os doutores em Comunicação da Universidade de Brasília,  Thaís de Mendonça Jorge e Fábio Henrique Pereira o conceito de Jornalismo Multimídia publicado na Revista FAMECOS,  gira em torno de algumas perguntas: “Podemos começar perguntando: o que é o jornalista multimídia? O que faz um jornalista ser multimídia? Qual o lugar do profissional multimídia?

A informação no formato multimídia está ancorada na convergência tecnológica, mas precisa estar acessível nas redações, nas agências, nas rotinas produtivas enfim, no ambiente de trabalho, o conteúdo tem que ser aplicado e transformado em áudio, vídeo, imagens e o que mais for possível.

Assista o vídeo: tem tudo a ver com empresas e a (re)evolução das mídias sociais sendo aplicadas com instrumento na relação com os clientes.

@meiosinteiros